domingo, 1 de maio de 2011

Um mundo, uma alma, tanto de Florbela Espanca



"O meu mundo não é como o dos outros,
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"

(Florbela Espanca)

2 comentários:

  1. Quem somos se não um fim em si mesmo já dizia Kant. Nós temos sim que encontrar o nosso eu em absoluto , pois só assim não cairemos no abandono do cotidiano e assim se perde na rotina atormentada. Ou seja acabaremos como uma (Florbela Espancada)

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  2. Mauro,
    Concordo muito com estas palavras. Olhar para o eu absoluto é uma forma de descobrir a principal razão de nossa existência: manter a nos mesmos vivos além de nossa própria morte em vida.
    abraços

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